temas

Maringá

Temas diversos

Como as manifestações que têm se verificado por vários lugares do país, o de Maringá tem mais de uma justificativa, apesar de o mote inicial ser o aumento da tarifa do transporte coletivo. Entre os temas que devem levar número significativo de maringaenses às ruas, nesta terça-feira, estão: R$ 1 milhão que desapareceu da saúde; as contas manipuladas da publicidade; os R$ 30 milhões retirados da Moradia Popular para beneficiar empresários do Eurogarden; supersalários de prefeito, secretários e vereadores; a criação de um número recorde (515) de cargos de confiança na administração municipal, preenchidos em boa parte por políticos derrotados em cidades da região, por motivos eleitorais do grupo que está no poder; a cobrança (por fora) de serviços de cortes de árvores; a demora da Justiça Eleitoral em julgar o caso envolvendo a elegibilidade do atual prefeito; mudanças no Plano Diretor da cidade para beneficiar empreendimentos ligados ao grupo político que comanda a cidade; a exploração e valorização imobiliária, com a proibição de construção de casas geminadas; aumento do preço do EstaR; falta de valorização da história da cidade; a situação dos servidores municipais, em especial do Samu e da área de educação; o aumento irreal do IPTU no Jardim Oriental; entre outros.

Opinião

Temas para 21 de Abril: desigualdade, pobreza, cidade…

Da professora Ana Lúcia Rodrigues:
Em primeiro lugar gostaria de dizer que tenho muito respeito pela pluralidade de opiniões porque acredito na democracia e na garantia das liberdades individuais. O problema é que a opinião da classe dominante sobrepõe-se às demais como se fosse a expressão consensual de todas, como se representasse todos os interesses de cada cidadão. Mas, isso é falso. A opinião que alcança o conjunto da população é forjada principalmente pelos meios de comunicação, cujos donos são representantes das oligarquias econômicas que comandam esse país desde 1500. Estes segmentos produziram a tragédia social brasileira que está ancorada na concentração do poder nas mãos dos proprietários da terra, dos bancos, das grandes corporações industriais e comerciais, dos meios de comunicação, das estruturas privadas nos campos da educação e da saúde. São estas as forças econômicas que mandam no país e que são, inclusive, as únicas responsáveis por cada injustiça social e por cada gota de sangue que essa injustiça produz principalmente por meio da sua maior expressão atual, a violência.Continue lendo ›