Nota explica apresentação artística em simpósio de educação sexual na UEM

eder borges

Há alguns dias o blog de Eder Borges classificou a UEM de prostíbulo por conta de um simpósio internacional de educação sexual, após a antecipação da polêmica.
Hoje entidades ligadas à UEM divulgaram a seguinte nota, para explicar à sociedade o real contexto dos fatos:

“Em atenção à imprensa e à sociedade, em razão dos comentários que ganharam destaque nas redes sociais relacionados à apresentação de abertura do V SIES 2017 – Simpósio Internacional de Educação Sexual – Saberes trans/versais/currículos identitários e pluralidades de gênero, a Universidade Estadual de Maringá vem a público se posicionar contrária a qualquer forma de manifestação preconceituosa, como as que tentaram detratar um evento científico sobre um tema relevante para a sociedade e para a formação dos alunos.
O motivador de tais comentários foi a cena “As pedras do meu sapato”, desenvolvida no transcorrer da disciplina “Fundamentos da Direção I” do curso de Artes Cênicas da UEM. Ela retrata o surgimento do amor entre duas mulheres e as barreiras sociais pelas quais passam para concretizá-lo.
A convite da organizadora do V Sies, a referida peça foi apresentada na abertura do evento, considerando que “As pedras do meu sapato” acompanha os objetivos da arte ao nos convidar a pensar além do estabelecido, ampliar nossa percepção de mundo e problematizar questões emergenciais do nosso tempo.
Na dia 8 de junho, houve uma profusão de postagens nas redes sociais de textos utilizando as fotografias da apresentação, exatamente 41 dias após o evento, que foi aberto no dia 26 de abril deste ano.
A difusão de conteúdos que utilizam materiais completamente fora do contexto continuou por vários dias. As atrizes expostas nas fotografias divulgadas foram atacadas como indivíduos e enquanto membros de um curso reconhecido e integrante desta instituição.
Considerando estas instâncias, as ofensas se dirigiram também aos professores e alunos de Artes Cênicas, ao Departamento de Música (DMU), ao qual o curso está vinculado, e à comunidade universitária como um todo, bem como aos organizadores do Sies, evento já consolidado, com trabalhos e divulgações científicas de longa data.
Os objetos de estudo do DMU são a música, a educação musical, o teatro e o ensino de teatro, que se configuram academicamente nos cursos de graduação em Música – Bacharelado e Licenciatura – e Artes Cênicas – Licenciatura em Teatro.
Nesse âmbito, luta-se por uma sociedade justa, mais igualitária e que aceita as diferenças, sem violência e com uma visão mais ampla do mundo a partir do conhecimento de duas linguagens da Arte, que têm por característica a criação, a livre expressão, a crítica e a reflexão social, aceitando os pensamentos divergentes e contrastantes do senso comum.
Sempre primando pela busca de competência profissional dos professores e discentes dos vários cursos, a UEM trabalha para oferecer à sociedade os melhores benefícios da formação em Arte nas linguagens da música e teatro. Sendo assim, é natural reagirmos diante das críticas de cunho pessoal, sem fundamento artístico e científico, com erros de análise na base de afirmações extremamente desonestas e carregadas de ideologias específicas.
O Sies, evento em que as distorções acerca da atividade artística ocorreram, é organizado pelo Nudisex – Núcleo de Estudos e Pesquisa em Diversidade Sexual e Gênero (CNPq). O grupo é composto por educadores, acadêmicos e professores de diversas áreas do conhecimento que, sem fins lucrativos ou recursos públicos, promovem discussões a respeito dos temas estudados com o simples objetivo de estender a possibilidade de noção e direito à vida.
Estamos à disposição para explicações e abertos a visitas públicas para o conhecimento de nosso trabalho.

Assinam a nota:
Reitoria da UEM
Pró-reitoria de Ensino
Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes
Departamento de Fundamentos da Educação
Departamento de Teoria e Prática da Educação
Departamento de Música
Coordenação do Curso de Artes Cênicas
Núcleo de Pesquisas e Estudos em Diversidade Sexual (Nudisex)
Numape (Núcleo Maria da Penha)
Neiab (Núcleo Programa Núcleo de Estudos Interdisciplinares Afrobrasileiros)
Programa Multidisciplinar de Pesquisa e Apoio à Pessoa com Deficiência e Necessidades Educativas Especiais (Propae)
Anped – Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação
GT-23 – Gênero, sexualidade e educação – Anped
Fórum Sul – Fórum Nacional de Coordenadores de Programas de Pós-Graduação em Educação (Forpred)”

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.

26 pitacos em “Nota explica apresentação artística em simpósio de educação sexual na UEM

  1. Maira Amália diz:

    É por essas e outras que a UEM cada vez mais vai perdendo credibilidade junto à sociedade regional, ainda mais quando se vê a própria reitoria a defender a pouca vergonha que foi o evento em referência. Pouca vergonha é pouco.

  2. Tenha a santa paciência! Quando será que Maringá vai deixar de ser província? A moda política agora é marretar a UEM para tentar privatizar o espaço público?

    • Quando a moda da UEM não for usar a autonomia universitária para deixar dezenas de obras abandonadas, para a moda de malhar. Simples.

    • Gilberto Martins diz:

      Se esta unidade de ensino fosse privada, a possibilidade de tal fato ter ocorrido seria menor. E se ocorresse, seria com o dinheiro dos que investem na instituição, e não com o dinheiro de quem concorda e não concorda com este tipo de “evento”.

  3. Clóvis Pontes diz:

    Se as cenas que vi nesta matéria eram reais, foi simplesmente miserável a “arte demonstrada”, reforço o acima descrito ” se a matéria for real”.

  4. Alfred Huber diz:

    O mesmo blábláblá para justificar que a instituição não produz nada de útil para a sociedade em alguns departamentos.

    • Quando a INSTITUIÇÃO produz – livros, patentes, os beneficiados com a venda e lucros são os autores. Como assim????

  5. Tiburcius na Uem diz:

    liberdade de expressão é uma via de mão dupla… mas sempre querem transformar a mesma em uma via de mão única…

  6. Servidora diz:

    Olha só a propaganda que aparece no blog do sujeito…UNICESUMAR. Esperar o que dessa criatura? Aliás, não só dele né!?

    • Temos o Moro, mas a UEM se recusa a sequer fazer uma notinha de rodapé sobre ele, enquanto o mundo o enaltece.

    • Cara, é duro ter que ficar respondendo este tipo de coisa mas vamos lá: Primeiro, temos diversas áreas de pesquisa científica em que o Brasil se destaca. Entenda uma coisa: o Brasil é produtor de pesquisa básica. Temos pesquisa aplicada e inovação mas não são tão consolidadas como a pesquisa. Isso é natural, todo pais passa por este processo de consolidação. Você acha que a UEM conseguiu ter uma pancada de cursos de pós-graduação graças a que? Política? Não meu amigo, conseguiu graças a publicação de artigos em revistas internacionais. Isso é pesquisa séria. Acompanhe pelo site da UEM, USP, UNICAMP, FEDERAIS, o que é produzido depois tente desqualificar o que é feito por pessoas que trabalham bastante. Bom, voltando a sua frase tosca … “Não temos nenhum Nobel”. Bem, talvez você saiba apenas o que o Nobel pois passa na Globo…De qualquer forma, temos Arthur Ávila, ganhador da medalha Fields, que é o equivalente ao Nobel para matemática. Vai pesquisar mais agora antes de promover bizarrices.

  7. profeso do departamento diz:

    é uma verdadeira festa da UVA.. orgia.. SOdoma e Gomorra estao presentes na UEM….. e os professores TODOS SEM EXCEÇÃO aplaudindo o espetaculo. da uem…. alguns falam assim : nao tenho nada haver com isso, eu so me interesso em pegar o meu dijmdim $$ e o resto que se exploda … é uma vergonha trabalhar na UEM

  8. O mais interessante é que 99,9% dos que aqui “metem o pau” na UEM, quando o filho ou outro familiar chegar na idade de fazer vestibular procura qual instituição?
    O povo é um contrassenso absurdo!

  9. Quanta gente ignorante, em que ano vocês vivem? 1900?
    Leram a matéria? Então calem-se ou continuem fazendo papeis de ignorantes

  10. Carlos Alexandre diz:

    Isso não é arte, é transformar um lugar de ensino de ética, moral e bons costumes em uma escola de orgia e sem vergonhice. Sou docente da UEM e tenho vergonha disso. E quem defende é um pseudo-educado, um enrustido(a), cuja promiscuidade está a beira de aflorar.

  11. Não misturem as coisas, amo essa Universidade e por amar não gostei do que vi, tenho discernimento o suficiente para entender as coisas, sou umas das que critiquei porque as cenas apresentadas são estudos “científicos” que se faz em todos os bordéis desde a idade média, façam me o favor, nada tem a ver com estudo, usam de uma prerrogativa tão séria pra propagar putaria, isso não cabe dentro de um Instituição de Ensino que tem uma história tão bonita e representa muito bem nossa cidade no cenário Nacional e até fora.

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