Dois pesos e duas medidas

Temos ouvido e lido comentários incisivos sobre a irregularidade do aditivo de prorrogação do contrato de concessão à Sanepar e a necessidade de retomada imediata dos serviços pelo município de Maringá. O Diário tem feito matérias, editoriais e  analistas manifestam revolta contra o absurdo que foi a decisão do TJ-PR ao conceder a suspensão da liminar contra decisão de primeira instância. Mas não lemos nem ouvimos manifestações contra  a concessão dos serviços de transportes coletivo à TCCC. Por que?  Neste último caso caso a Prefeitura age calmamente, contratou uma empresa para fazer um estudo que demorará 7 ou 8 meses para ser concluído, para propor o melhor modelo de licitação. Alguns vereadores como Bravin, dr. Manoel, por exemplo, ficaram possessos. Bravin disse que tem ‘devorver’ a água e que quando a Sanepar pegou sabia que era por 30 anos, nem um dia a mais nem um a menos, como se a concessão fosse um aluguel, ou algo assim. Dr. Sabóia disse que a concessão é uma mina. Por que dois pesos e duas medidas? Por que a concessão à TCCC não provoca tanta revolta? Por que a Sanepar foi notificada e a TCCC não? Dizem as más línguas que a TCCC faz ‘concessões’ que a Sanepar não fez.

Akino Maringá, colaborador