Câmara volta a discutir o fim das casas geminadas
Deve entrar em votação na próxima quinta-feira, na Câmara de Maringá, o projeto enviado pelo prefeito Silvio Barros II no primeiro dia deste mês e que prevê em seu artigo n° 39 o prazo para o fim das casas geminadas, discussão que esteve no auge há cerca de dois anos. A lei estabelece prazo de 1 ano da publicação da lei para cadastrar junto ao Cadastro Técnico do município a intenção de construir. O construtor André Saulo assinala que o artigo. 7º, § 9º, “a” faz referência a todos os loteamentos realizados até dezembro de 2009, data esta que foi feita a última votação sobre este assunto que garantiu que quem tivesse um terreno de 300,00 m² teria seu direito assegurado de poder fazer duas casas geminadas no mesmo. “Após o prazo fica então proibida a construção de casas geminadas em Maringá para quem não informar sua intenção de construir. Nós pequenos construtores fazemos duas casas e vendemos, para depois comprar outro terreno e construir novamente, agora como vamos continuar nosso trabalho o máximo que poderíamos fazer seriam mais duas casas neste prazo de um ano. Acredito que exista algum grupo sendo beneficiado com esta lei caso seja aprovada, pois há alguns meses foi aprovada uma lei que permite a verticalização de alguns bairros em Maringá que libera a construção de apartamentos. Agora se não houverem as casas geminadas sendo vendidas para a população através dos financiamentos, certamente a única opção será os apartamentos que são construídos pelos grandes grupos financeiros e não pelos construtores, que em quase sua totalidade são maringaenses”, assinala, ressaltando que o setor de pequenos construtores também gera empregos e contribui com a economia da cidade.
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