Juiz volta atrás e libera teste de tecnologia

O juiz da 2ª Vara Cível, Airton Vargas da Silva, voltou atrás numa decisão que havia tomado no final de junho e liberou o município de Maringá para testar a tecnologia de conversão energética para a destinação final do lixo de Maringá. Com a revogação, a prefeitura aguarda o andamento da licitação aberta para contratar uma empresa de consultoria para fazer um estudo de natureza técnica, jurídica e econômico-financeira para a prestação dos serviços de destinação final dos resíduos sólidos com recuperação energética para Maringá. A licitação ocorreu no último dia 27 e na próxima segunda-feira vence o prazo para contestação. Uma das empresas participantes já entregou a documentação necessária. Uma empresa que representa uma tecnologia francesa vai ganhar. O município já havia testado a fracassada tecnologia Biopuster. “Portanto, o motivo da existência do item da sentença ora questionado não é o de prender o município de Maringá à execução tão somente da forma de tratamento de lixo que contemple reserva de mercado de trabalho para as pessoas que se sustentam da coleta de materiais recicláveis, mas o de dar uma solução de curto prazo para não deixar ao desamparo as pessoas que até então orbitavam diuturnamente os montes de lixo que eram despejados no antigo lixão. Portanto, como o município de Maringá tem a intenção de construir usina dotada das mais recentes tecnologias, pelas quais o lixo será disposto e tratado de forma a dispensar a mão de obra dos coletores autônomos, não é caso de se impedir”, diz parte do despacho, distribuído há pouco pela prefeitura.

Enquanto o mundo inteiro trabalha a reciclagem, em Maringá…