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Indignação contra o “aumento exorbitante”

Enquanto a Acim, Igreja Católica e a “sociedade civil organizada” permanecem mudas, o Sismmar divulgou há pouco nota em que manifesta indignação quanto ao “aumento exorbitante, aprovado na surdina, dos subsídios do prefeito, vice-prefeito, secretários municipais e vereadores” de Maringá. “A votaçao ocorreu ontem, em regime de urgência, às escondidas, sem dar aos eleitores a possibilidade de se manifestar a respeito”. Continua a nota, que lembra que os servidores municipais aguardam a aprovação do PCCR:“De acordo com com as leis 12.184 e 12.185 de 2011, a Câmara aprovou o salário de R$ 25 mil para o prefeito. Um aumento de R$ 8 mil, o equivalente a 14 salários mínimos por mês, a mais, para o líder do Executivo. Ainda de acordo, vice-prefeito, secretários e vereadores passarão a receber R$ 12.025, a partir de 2013.

Enquanto isso, os servidores(as) municipais seguem há anos lutando pela aprovação do PCCR geral, o plano de carreira que daria um pouco mais de dignidade aos trabalhadores. Por falta de vontade dos políticos – dos mesmos que receberão o pomposo aumento acima citado -, o PCCR ainda não foi aprovado.

Já se passaram 279 dias desde que o prefeito Silvio Barros (PP) prometeu enviar a revisão do PCCR para ser votado na Câmara… e até agora nada. O prefeito também deu sua palavra ao afirmar que o benefício seria concedido ainda este ano, mas ainda não enviou as modificações para avaliação da categoria.

O que os vereadores têm feito pela valorização dos trabalhadores? O que efetivamente já fizeram, até agora, pelo PCCR? E quanto ao prefeito, é justo um salário de R$ 25 mil?

O Sismmar também lamenta o fato de não ter ocorrido manifestação alguma contra o aumento aprovado ontem. Cadê as entidades que, alegando a necessidade de se fazer economia no Legislativo, disseram não ao aumento do número de vereadores?

Aos quase 9 mil servidores(as), o Sismmar informa que votaram a favor do aumento dos subsídios os seguintes vereadores: Mário Hossokawa (PMDB), Heine Macieira (PP), Belino Bravin (PP), Zebrão (PP), Flávio Vicente (PSDB), Márcia Socreppa (PSDB), Carlos Saboia (PMN), Luiz do Postinho (PRP), Paulo Soni (PSB) e Umberto Crispim (PMDB) – este suplente de John Alves.

Votaram contra o aumento os vereadores Humberto Henrique (PT), Mário Verri (PT) e Manoel Sobrinho (PC do B). A esses três nossos, nossos sinceros elogios pela postura na votação. Ausentes à sessão, não votaram Marly Silva (DEM) e Wellington Andrade (PRP).”

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