Uma das quatro campanhas milionárias da Prefeitura de Maringá que estão sendo veiculadas nos jornais locais é o repeteco da que trata da educação no trânsito. Se a intenção é louvável, o mesmo não se pode dizer sobre o conteúdo, ou, mais precisamente, sobre a construção gramatical da campanha, observa leitor. Em que pese o Código de Trânsito Brasileiro faça referência à expressão “faixa” em 64 ocasiões, a agência de propaganda e a Secretaria de Propaganda da prefeitura optaram pelo neologismo “faxa”, que, “estranhamente” sequer é citada pelo CTB e por todos os dicionários da língua portuguesa.
“Mas, como nem tudo é tão ruim que não possa piorar, hoje o dinheiro público novamente foi usado para veicular campanha idêntica, tanto no formato quanto no conteúdo. De duas, uma: as cabeças pensantes da comunicação oficial da PMM (agência de propaganda e Secretaria de Propaganda) têm absoluta convicção de que não pisaram na “faxa” (digo, na bola), ou, por absoluta incompetência, delegaram a um único neologista a tarefa de criar, aprovar e enviar aos jornais (se é que não foi remetida também a revistas, tabloides, etc…) o material. E pensar que se trata de uma campanha de “educação” no trânsito”, analisa.