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O corte de árvores e a mesma ladainha do descaso

O leitor José Augusto, “contribuinte insatisfeito”, relata sua indignação contra “o péssimo serviço” prestado pela Prefeitura de Maringá no que diz respeito ao corte de árvores – em particular, nos bairros mais afastados. A queixa é esclarecedora: “Sou morador no Conjunto Branca Vieira, e preocupado com o estado das duas árvores defronte minha casa, no dia 6 de junho de 2011, liguei na Prefeitura de Maringá, e obtive um protocolo de atendimento da Semusp de nº 308621, onde solicitava o corte (extração) das árvores que estão localizadas na calçada de minha casa. As árvores estão bastante judiadas, as raízes arrebentaram a calçada, o que torna a passagem de pedestres difícil. Minha rua é estreita, tem fluxo de carros nos dois sentidos, sendo também utilizada pelos ônibus da TCCC. Junte-se a isso, as podas mal-feitas executada pela terceirizada da Copel, que apenas extrai a copa das árvores, sem a preocupação de observar se existe perigo da árvore, agora mais debilitada, cair em cima da residência. No dia 10 de janeiro de 2012, fui até a ouvidoria da Prefeitura, e o sujeito que lá me atendeu disse que essa situação era assim mesmo que tinha que me conformar, e se fosse o caso de ocorrer alguma queda sobre a minha casa, que era para ficar tranquilo, pois o procedimento seria o de pesquisar três orçamentos para reforma, e que os especialistas da prefeitura iriam avaliar qual o melhor (menor) preço e depois ressarcir o prejuízo. Percebi o seguinte: não adianta ligar, não adianta ir pessoalmente reclamar para que resolvam o problema. A minha certeza, confirmada pela atendente do setor de vistoria da prefeitura, é a de que se eu tomar a iniciativa de cortar as duas árvores, serei rapidamente multado e penalizado, independente dos meus motivos ou receios quanto a uma queda. Segundo ela, os quatro engenheiros florestais trabalham 10 horas por dia na avaliação das solicitações, e não dão conta do volume de trabalho. Quero deixar claro o seguinte, sempre me orgulhei das árvores em Maringá, que deixam a cidade mais bonita e mais agradável de se viver. Ocorre que uma parte considerável delas não recebe a atenção e tratamento devidos, e começam a apresentar problemas, que com o tempo as tornam perigosas. Gostaria que as duas árvores que estão em frente a minha casa fossem retiradas, daí eu poderia arrumar a calçada, adaptando uma calçada ecológica, por exemplo, e por fim replantaria outras, de outra espécie, do tipo Oiti, Resedá, Pata-de-vaca, Manacá ou Quaresmeira, mais adequadas para as calçadas. Se a minha indignação é grande, o descaso por parte dos atendentes da prefeitura é maior ainda”.

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