O presidente da Viapar, Marcelo Machado, participou da sessão de ontem da Câmara de Maringá e falou sobre os investimentos realizados pela empresa desde o início do Programa Estadual de Concessão, em 1998, as obras em andamento e as que estão projetadas para os próximos anos. A apresentação durou 10 minutos, ao final da qual vereadores o questionaram. A vereadora Marly Martin (PPL) parabenizou o trabalho da concessionária não só pela conservação das estradas da região mas pelo apoio que ela tem dado a diversas entidades por meio de programas sociais. Ela quis saber por que o Contorno Sul de Maringá não é administrado pela Viapar. Segundo Machado, este trecho não faz parte do contrato de concessão. “Primeiro ele deveria ser estadualizado para, somente depois, o governo repassar à Viapar. No caso, precisaria seria aberto um aditivo no contrato”, explicou, frisando que o processo é muito burocrático e exigiria uma grande “mobilização política da sociedade”.
O vereador João Alves Correia (PMDB) questionou sobre a exposição pública dos ganhos da empresa. O presidente da Viapar se colocou a disposição do vereador ou qualquer outra pessoa para repassar essas informações, apesar da concessionária ser uma empresa privada, “porém de interesse público”, completou. O vereador Humberto Henrique (PT) perguntou sobre a construção de uma trincheira na BR-376, próximo ao distrito de Iguatemi. O presidente informou que a empresa apenas aguarda que a Prefeitura de Maringá termine a licitação para a execução da parte que lhe cabe na obra. Ao final, Mario Verri (PT) quis saber sobre a diferença no valor da tarifa entre os estados do Paraná e Santa Catarina. Em resposta, Machado apontou diversos fatores, dentre eles o volume de tráfego, a realização de obras e a questão tributária. O tempo para perguntas e respostas, que seria de apenas cinco minutos, durou quase 20. “Achei muito importante, pois precisamos saber como e onde está sendo investido o que nos é cobrado”, frisou o presidente da Câmara, Mário Hossokawa (PMDB).