Afora a ausência do restante da sociedade organizada do processo, a campanha do voto consciente – que tem até plano de mídia pronto e coisa e tal – tem o lado bom da discussão. Na reunião, por exemplo, o padre Sidney Fabril disse: “Esse sistema de troca de votos por objetos pessoais, como óculos e dentadura é ultrapassado. A corrupção eleitoral evoluiu e o que tem acontecido muito em Maringá é a compra de votos por meio de negociação de espaços nas casas para colocação de cartazes e banners. Há também o pagamento pela colocação de adesivos nos carros, pagamento feito invariavelmente com vales de gasolina e etanol”.
A corrupção, porém, campeia fora do período eleitoral nesta cidade, e às vezes até mesmo disfarçada de controle social e transparência, palavras usadas sempre por um mesmo grupo e que, na maioria dos casos, beneficia o mesmo grupo.