O modelo de cidade e a violência

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A violência cresce em Maringá e, assim como no país inteiro, as principais vítimas são os jovens. Em Maringá 66% das vítimas de homicídio tem até 29 anos. Segundo a coordenadora do Observatório das Metrópoles, professora Ana Lúcia Rodrigues, isso resulta da falta de perspectivas e de opções para os jovens. “Não há políticas públicas para a juventude e o respectivo Conselho Municipal. Não há parques públicos, áreas de lazer, de esporte, não há equipamentos culturais públicos, gratuitos e de qualidade, abertos todos os dias da semana.
Assim, o bar se torna a opção mais frequente de encontro entre os jovens e se constitui num espaço de construção dos laços de convivência. O bar deve ser uma opção, mas, não pode ser a única, como ocorre em muitos bairros da cidade”, pondera.
A professora acrescenta que quando o Observatório das Metrópoles começou a tratar deste tema, há mais de 5 anos, “dizíamos que em Maringá o problema ainda era muito pequeno e podia ser enfrentado com ações públicas. Cada dia fica mais difícil dizer isso, pois o problema da violência já não é pequeno e se tornará cada dia mais grave se não for enfrentado com a inclusão de todos os moradores na cidade.”

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Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.