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Acordo ou acordo: Qual a verdade?

Em 16/10 Fábio Linjardi postou em seu blog:”Em 2008, surgiu (mais) uma lenda urbana na política da cidade. Muita gente já deve ter ouvido: um improvável pacto político entre dois adversários políticos selava o destino das eleições 2012. Por mais absurdo que seja, teve gente que passou os últimos quatro anos repetindo a história. O maringaense médio, das antigas, adora uma teoria da conspiração. Normalmente ela deságua no nome de um figurão da política local, ao qual são atribuídas façanhas absurdas. Hoje, o cenário taí: obviamente não houve pacto nenhum, dado o acirramento da disputa. Claro, quem espalhou a fofoca não vai dar o braço a torcer. Vai dizer que houve um novo acordo.”
Hoje um leitor fez o seguinte comentário: “Akino se eu soubesse quem é vc, que se esconde atrás de um nome falso te daria uns tapas para ver se vc acorda. Que o Ricardo está fazendo de tudo e mais umas virgulas para diplomar Pupin isto é verdade, mas os advogados do Enio estão em cima o tempo todo, pois o Enio ainda acredita que será o prefeito”.
Meu comentário: Se é lenda, com diz Linjardi, confesso, acreditei. Ouvi a história e a julgar pela apatia da campanha de Enio Verri em 2008, entendi que fazia sentido. Quando se anunciou anunciou que Silvio II renunciaria para substituí-lo na secretaria e Ricardo Barros seria nomeado em cargo no Ministério das Cidades, minhas desconfianças se acentuaram. Depois foram os 100 dias de substituição de Pupin, de um amadorismo assustudor que reforçaram as suspeitas. Pupin estaria fazendo um papel de ‘Tufão’, escrevi na ocasião. Tudo parecia confirmar que havia um esquema para fazer de Enio o prefeito, com as bênçãos de Ricardo Barros. Bastou o início da campanha no segundo turno para tudo parecer que não haveria acordo. A disputa era para valer. Agora surge o boato de um acordo ao contrário, com Enio abrindo mão de lutar pelo mandato. Será que há acordo ou eu devo ‘acordar’, como disse o leitor que prometeu dar-me uns tapas (carinhosos, penso). Qual a verdade?
Prefiro continuar acreditando na seriedade de Enio Verri. Na sinceridade, de que realmente quer ser prefeito de Maringá, e tenho certeza que é o melhor, no momento. Às vezes penso que Ricardo preferiria, realmente Enio, a Pupin, desde que tivesse espaço no governo federal, sobretudo a garantia de um outro contorno (o Sul Metropolitano), aquele que sai de Marialva até Floresta, que a Sanches Tripoloni pudesse fazer. Como não teve espaço, mudou de ideia, e realmente quis a eleição de Pupin. Ainda dou um voto de confiança a Enio Verri, embora depois do apoio de Alberto Abraão, Quinteiro, Crispim (falava cobras e lagartos de Ricardo), não duvido de mais nada.
Akino Maringá, colaborador

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