Sobre a Urbamar…

… leitor Marcelo, a quem agradeço, fez o seguinte comentário: “Akino… Entendo sua provocação aos nobres edis. Talvez as respostas não venham na medida do que te interessa, enquanto provocador.Todavia, do ponto de vista legal e técnico (você certamente tem conhecimento sobre isso), toda empresa em liquidação necessita de algum responsável pelos atos do próprio processo de liquidação. Não é possível uma empresa qualquer ser liquidada sem um responsável pelos seus atos. Mesmo sendo uma empresa pública, e mesmo que não se remunerasse ninguém para tanto, uma pessoa física teria que ser indicada como responsável.Pelo que está informado nos demonstrativos publicados, o “consumo do dinheiro dos maringaenses” foi para arcar, salvo engano de minha parte, com despesas de remuneração (Administrativas), em sua maioria. Digo salvo engano porque as notas explicativas não explicam sobre isso.

E como se trata de empresa sem receita regular de suas atividades, ao que é apresentado, alguém tem pagar a conta. Parece ser a prefeitura. Mesmo a empresa tendo disponibilidades de liquidez imediata.Todavia, seria preciso maior nível de detalhamento nas notas explicativas para se compreender adequadamente todo o contexto. O que seriam receitas provenientes do município? Não podem ser transferências financeiras da prefeitura para cobrir despesas da empresa, pois se assim fossem não transitariam pelo resultado. E toda empresa S/A, quer seja de capital aberto ou fechado, além de responsável técnico pelas demonstrações contábeis (o contador), necessita de conselho fiscal constituído. Esse conselho é responsável pela emissão de parecer sobre as demonstrações contábeis elaborada. E precisa ter certo grau de independência para tanto. Se são remunerados ou não, é outra questão.Veja, estou colocando minhas considerações do ponto de vista legal e técnico. Do ponto de vista político-provocador a coisa toda já é contigo.”
Meu comentário (Akino): Caro Marcelo, entendo que sendo a Urbamar uma empresa que não tem receitas próprias,mantida exclusivamente com recursos repassados pelo município, o responsável pela liquidação poderia ser o Secretário de Fazenda, por exemplo, sem custos adicionais. Como membros do conselho fiscal poderiam ser escolhidos 03 vereadores da Comissão de Finanças. Não é possível que se continue gastando mais de R$ 10.000,00 mensais para se manter uma estrutura que deveria ter sido extinta em 1993. Absurdo o que esta Urbamar consumiu de dinheiro público, absolutamente se função útil. Dizem que era para negócios, digamos, poucos… (melhor não dizer). A SBMG segue o mesmo caminho, está sendo utilizada para atender interesses do dono da cidade. E os vereadores inertes? Onde estão Mariucci, Humberto, Dr. Manoel, Ulisses, e Mario Verri? Espero que a vereadora Marly aproveite os seus 120 dias de mandato para mexer nesta ferida.
Akino Maringá, colaborador