Faço uma analogia com a frase dita pelo Papa Francisco: ‘Pecador sim, corrupto não’, comentada por Dom Anuar, em artigo publicado no último domingo, convidando o nosso leitor, eleitor, a fazer uma análise dos pré-candidatos a prefeito, nas eleições de outubro.
Todos são pecadores.
Os que têm experiência em cargos públicos já comentaram ‘pecados administrativos’, erros, como é caso de Ulisses Maia, que não pode ser considerado santo, mas não consta que tenha sido condenado por improbidade administrativa. Humberto Henrique é outro, que talvez seja um dos mais preparados, mas tem o pecado de ser filiado ao PT e muitos o julgam só por isso. Entretanto, dele não se tem notícias de envolvimento em qualquer ato ímprobo, pelo contrário, com sua atuação como vereador evitou atos improbidades que poderiam ser cometidos pelo prefeito. Você rejeitaria um ‘bom sujeito’ (homenagem ao Ademar), só por que membros da sua família cometeram crimes? Isto não seria preconceito? Atire a primeira pedra quem não tem parentes problemáticos. Bons membros da família não podem ser julgados pelos erros dos parentes e da família, não se pode sair, como dos partidos políticos, muitas vezes, e isto não significa que concorde com erros.
Fala-se que o ex-prefeito Silvio Barros II será candidato novamente. Nos 8 anos dos mandatos anteriores cometeu muitos pecados, mas atos que foram considerados de improbidade administrativa, tanto que foi condenado judicialmente e alguns processos, o último recentemente (veja aqui).
A decisão é sua, caro leitor. O Papa recomendou que devemos perdoar os pecadores, não os ímprobos e corruptos. Acho que Francisco, que também tem o seus pecados, está certo. Eleger um prefeito e como contratar um administrador para sua empresa, uma pessoa para cuidar do seu dinheiro. Concorda que ele contrate gente demais (CCs), desperdice recursos (superfaturamento)? Se você respondeu que sim, desculpe, mas vou lembrar do ex-vereador Heine Macieira que dizia: Só pode ser por burrice ou má fé.
Akino Maringá, colaborador