Justiça suspende processos e garante candidatura de Ferri

conradoO Tribunal de Justiça do Paraná suspendeu hoje as decisões judiciais contrárias ao empresário Conrado Ferri (PSD) e que o impediam de disputar o cargo de prefeito de Sarandi.
Ele foi processado por ser acusado de, enquanto diretor do Hospital Metropolitano, ter assinado um documento inverídico para fins de DPVAT. Em sua defesa, o advogado Anderson Alarcon alegou a completa inocência dele, já que como diretor do hospital ele assinava centenas de documentos referentes a isso, entregues e preparados por funcionários, e que jamais participou de qualquer situação ilícita.


Na decisão, que admitiu os recursos apresentados pela defesa contra condenação imposta a Conrado, o relator destacou: “Em casos excepcionais, exsurgiu a possibilidade de concessão desse efeito em sede de requerimento incidental, desde que se verifique pronta e conjuntamente a presença do periculum in mora e do fumus boni juris, além da comprovação da viabilidade do recurso a que se pretende a atribuição do efeito almejado. Neste sentido o seguinte precedente: “(…) 1. É cabível o ajuizamento de medida cautelar destinada a atribuir efeito suspensivo ou a antecipar tutela em recurso especial, extraordinário ou ordinário, quando presentes, cumulativamente, os requisitos do fumus boni juris, correspondente à probabilidade de êxito do recurso, e do periculum in mora, relativo ao risco de dano grave e de difícil reparação ao direito. (…)” (AgRg na MC 24.227/RS, Rel. Ministra Laurita Vaz, corte especial, julgado em 17/06/2015, DJe 01/07/2015). Assim, concedo efeito suspensivo aos Recursos Especial e Extraordinário nº 1.390.806-6-02 para o fim de suspender a inelegibilidade reflexa advinda da condenação nos autos de ação penal. Comunique-se imediatamente ao digno juízo de origem, servindo esta decisão como mandado”.
Conrado Ferri foi processado por ser acusado de, enquanto diretor do hospital de Sarandi, ter assinado um documento supostamente inverídico para fins de pagamento de DPVAT a paciente acidentado. Segundo o advogado de Conrado, Anderson Alarcon, a defesa alegou a completa inocência do cliente, já que como diretor do hospital ele assinava dezenas, centenas de documentos referentes a isso, entregues e preparados por funcionários e que jamais participou de qualquer situação ilícita. Segundo a assessoria, Conrado vinha sofrendo perseguições e ataques por conta destas situações e que “felizmente, justiça está sendo feita. Tarda, mas não falha”, avalia sua assessoria.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.