Sem escárnio

Esta é uma ‘obra literária de ficção’, sem maiores pretensões.
Conta-se que havia um jornalista, que tinha problemas de relacionamento com outro jornalista e vivia mandando comentários maldosos, nem sempre liberados por este, do veículo de imprensa que dirige.

Esse jornalista, que não atua profissionalmente na área, passou a atacar um colaborador que escrevia no blog, fazendo intriga junto a parlamentares, dizendo, por exemplo: ‘Um tal de X (nem sequer se identifica, portanto não deve ser cidadão de bem, faz cobranças e até mesmo críticas, através daquele blog na internet, a Vossas Excelências, e apresentando acusações apenas contra as últimas três administrações municipais da cidade. É uma afronta – e até mesmo um deboche – ao Poder Legislativo, um pseudo-cidadão (sim, porque quem não possui nome, CPF, RG e endereço, não pode ser cidadão) cobrar opiniões, condutas e até mesmo providências de vereadores sérios e comprometidos com os cidadão de bem (pessoas que possuem identidade civil). Eu, que me apresento, e realmente sou cidadão de bem e ficha limpa, solicito, para a bem da verdade e do respeito aos poderes constituídos, que Vossas Excelências (que por certo são políticos sérios e não admitem esse tipo de afronta) ignorem as manifestações de quem não se identifica, pois não se pode garantir a confiança e a credibilidade de quem não se conhece.’ (sic)
Um dos parlamentares, que também se intrigou com o segundo jornalista, ‘pegou corda’, como se diz lá no nordeste, e para atingir este decidiu atacar o colaborador. Fez suspense, armou todo um esquema e disse que iria satisfazer a curiosidade do primeiro jornalista e revelar o CPF e RG do colaborador. O que ganhou com isso? Não se sabe. Talvez tenha perdido. Passados alguns meses, o primeiro jornalista pagou o favor, prestando outro ao parlamentar, quase nos mesmo moldes. Algo dantesco, uma bomba que se revelou um traque e ainda assim falhou, como a primeira, apagada até por quem seria ‘beneficiado’. O que ganhou com isso? Nada, perdeu. Ambos perderam, penso. Desejo, sinceramente que o prejuízo não seja grande. Que haja possibilidade de recuperação. Agora os parlamentares conhecem a todos e sabem quem é quem, com CPF e RG. Em quem confiam mais? Só eles podem responder.
Não conheço bem a todos, mas posso afirmar que ninguém é melhor do que ninguém. Uns são menos experientes e erram mais. Outros mais, também erram, mas erram menos. Mas todos são irmãos, Criaturas do mesmo Criador. Perdoemos, sinceramente, sem escárnio.
Akino Maringá, colaborador