Convulsões morais

A mansuetude deveria ser o estado natural do ser humano, cuja consciência desabrocha para o discernimento. Nada obstante, é a belicosidade que lhe jaz adormecida, que o comanda nas experiências relacionais do quotidiano.

A predominância do instinto sobre a emoção, coloca-o, invariavelmente, em defesa; opta pelo comportamento de agressão, em vez do sentimento de fraternidade que um dia unirá todas as criaturas num só rebanho…
Com facilidade surgem pugnas sem qualquer justificativa, separam os indivíduos que se deveriam unir cordialmente ao impositivo do ancestral instinto gregário.
A saudável arte de conversar, de dialogar, de permutar informações, cede lugar às sistemáticas discussões.
Armando-se contra o próximo por nele vê um potencial inimigo, ampliam agressões infelizes, ora verbais, ora físicas, inconsequentes…
Que este texto de Joana de Ângelis/Divaldo Franco sirva para reflexão de todos nós.
Akino Maringá, colaborador