MP reitera pedido de cassação de prefeito e vice de Santa Fé

Após o pedido de cassação na manifestação do Ministério Público da comarca de Santa Fé em duas ações eleitorais que investigam a pratica de abuso de poder econômico, compra de votos e caixa 2 na campanha eleitoral do prefeito de Santa Fé, Fernando Brambilla juntou novos documentos que acabaram por adiar o julgamento e levaram as partes a se manifestar.

Na última segunda-feira, em nova manifestação, o promotor de Justiça da comarca de Santa Fé afirmou que os investigados (além do prefeito, o vice Valdo Margutti e alguns candidatos a vereador) trouxeram documentos alterados, omitindo trechos de diálogos numa clara tentativa de induzir o juízo em erro e de tentar adiar ainda mais a sentença. Com essa prática, segundo o promotor, além de terem seus mandatos cassados também devem ser condenados por litigância de má-fé.
Em sua manifestação o promotor de justiça também deixou claro que eventualmente pode ser aberta investigação criminal para apurar possível prática de obstrução da justiça pelo prefeito, vice e demais investigados, pois restou comprovado que fragmentaram trechos de conversas de WathsApp tentando obstruir os trabalhos da justiça.
A representação foi ajuizada pela coligação O Progresso Deve Continuar (PSDB/DEM/PPS/PR/PSD). Os autos estão conclusos ao juiz Paulo Henrique Dias Drummond.
Se a situação do prefeito já era complicada, agora ficou desastrosa, na opinião de quem acompanha o caso, pois a se comprovar que foram juntados documentos alterados para tentar se livrar da cassação seria “muita coragem para épocas em que Sergio Moro desmascara recibos com datas inexistentes de um certo ex-presidente”.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.