Lula, uma ideia?
Uma frase dita por Lula, durante do seu discurso, no último sábado (‘eu não sou mais um ser humano, sou uma ideia’) nos leva a pensar e pensar. Qual o sentido? Foi pensada, preparada, ou saiu de improviso, no calor do discurso?
Aliás, todo o discurso foi preparado ou improvisado? Não sou mais um ser humano pode indicar que ele se considera um mito, ou simplesmente uma alma (desencarnada da política) e não podemos esquecer que ele disse recentemente que não há uma alma mais honesta que a sua (aproveito para explicar que nenhum ser humano tem uma alma, todos somos uma alma que tem um corpo, e não como muitos pensam, um corpo que tem uma alma, e por alma podemos entender também Espirito).
Longe de fazer piada, como já li, dizendo que seria uma ‘boa ideia’, penso que que a prisão de Lula dará bem uma ideia de como a ministra Rosa Weber pensa o Brasil. Se quer que a impunidade grasse de tal modo que poderosos, e qualquer um com recursos com recursos para para contratar um advogado e até os com defensores dativos possam recorrer até a prescrição, bastaria fazer embargos, dos embargos, dos embargos, até o infinito e ninguém mais seria considerado culpado, até os criminosos confessos.
O que pensam Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e Dias Tofolli, já sabemos. O caso de Gilmar Mendes é mais emblemático. Enquanto a lava jato não atingia o PSDB ele era favorável, depois mudou. Penso que no fundo eles torcem para que a ministra Rosa Weber tenha o bom senso de mudar, ou melhor de manter a decisão que levou Lula para a prisão, pois elenão pode ser a ideia de impunidade.
Akino Maringá, colaborador
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