Prazer…
… em conhecer, eis uma expressão muito usada quando alguém nos é apresentado. É automática, nem sempre reflete uma verdade, mas é, digamos, protocolar.
O que geralmente se responde é ‘pracabá’, como diria o Fuji: ‘O prazer é todo meu’. Já pensaram que é uma resposta egoísta. Eu digo, prazer em conhecer, mas a outra pessoa diz que o prazer é todo dela, não me deixa ter o prazer. Aprendi ao longo da vida que o prazer dever ser repartido, prazer precisa ser para os dois.
Mas eu quero falar de ‘desprazer’, ou ‘desconhecer’, analisando uma postagem de uma amiga assim: ‘seria bom se a gente tivesse a chance de desconhecer algumas pessoas’. Não sei ao certo o que aconteceu, mas imagino que decepcionada com alguém que, provavelmente, ao conhecer, disse, ‘prazer em conhecer’, gostaria de não ter conhecido.
Minha amiga: Todas as pessoas que conhecemos, e com as quais convivemos, são importantes na nossa caminhada evolutiva. Há os ‘malas’, os que consideramos de ‘mau caráter’, inimigos, todos, foram colocados em nossas vidas por razões que desconhecemos (felizmente, muitas vezes), mas que têm um papel importante, para apreendermos a perdoar, sermos pacientes, enxergar nossos erros muitas vezes.Ninguém entra em nossas existências sem uma razão de ser, a não ser se procurarmos pelos marginais, os criminosos (precisamos saber onde vamos e quem procuramos) ( diga-me com quem andas, que te direi quem é).
Acima, um vídeo explicativo e recomendo esta matéria.
E concluo com um texto de Emmanuel, por Chico Xavier:
Amai, pois, os vossos inimigos. – Jesus. (Lucas, 6:35.)-A afirmativa do Mestre Divino merece meditação em toda parte. Naturalmente que a recomendação, quanto ao amor aos inimigos, pede análise especial.A multidão, em geral, não traduz o verbo amar senão pelas atividades cariciosas. Para que um homem demonstre capacidade afetiva, ante os olhos vulgares, precisará movimentar imenso cabedal de palavras e atitudes ternas, quando sabemos que o amor pode resplandecer no coração das criaturas sem qualquer exteriorização superficial. Porque o Pai nos confira experiências laboriosas e rudes, na Terra ou noutros mundos, não lhe podemos atribuir qualquer negação de amor.No terreno a que se reporta o Amigo Divino, é justo nos detenhamos em legítimas ponderações.Onde há luta há antagonismo, revelando a existência de circunstâncias com as quais não seria lícito concordar em se tratando do bem comum. Quando o Senhor nos aconselhou amar os inimigos, não exigiu aplausos ao que rouba ou destrói, deliberadamente, nem mandou multiplicarmos as asas da perversidade ou da má-fé. Recomendou, realmente, auxiliarmos os mais cruéis; no entanto, não com aprovação indébita e sim com a disposição sincera e fraternal de ajudá-los a se reerguerem para a senda divina, através da paciência, do recurso reconstrutivo ou do trabalho restaurador. O Mestre, acima de tudo, preocupou-se em preservar-nos contra o veneno do ódio, evitando-nos a queda em disputas inferiores, inúteis ou desastrosas.Ama, pois, os que se mostram contrários ao teu coração, amparando-os fraternalmente com todas as possibilidades de socorro ao teu alcance, convicto de que semelhante medida te livrará do calamitoso duelo do mal contra o mal.
Akino Maringá, colaborador
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