Será verdade…

…que criticamos no outro o que temos em nós?
Já ouvi muita gente questionando a afirmação de que aquilo que nos incomoda nas outras pessoas, possuímos em nós mesmos. Dizem: “Então, se me incomodo com a desonestidade dos outros, posso concluir que sou desonesto?”. Pensada assim, de fato a ideia parece absurda. (…)
Vamos falar de um conceito psicológico chamado ‘sombra’. Todo mundo possui uma sombra, que é o conjunto daquelas características inaceitáveis, que ficam bem guardadinhas no inconsciente. Quem quiser conhecer sua sombra, basta olhar para aquela pessoa que lhe parece intolerável. Ou para as atitudes que lhe parecem imperdoáveis.É importante que existam partes nossas mantidas sob vigilância. Não dá para fazer no mundo tudo o que se desejar, não é possível se entregar à força dos impulsos e viver harmoniosamente em sociedade. Por isso, o problema não é o autocontrole, mas o desconhecimento de nós mesmos. Quando desconhecemos nossa sombra, nos tornamos inflexíveis, julgamos exageradamente os outros, ficamos por demais exigentes. Mas se as conhecemos, não somos tão duros com os nossos semelhantes, porque reconhecemos que seus erros são semelhantes aos nossos, que somos todos viajantes do mesmo barco chamado vida. Também passamos a ser mais tolerantes conosco mesmos, com a nossa condição humana. Naturalmente, a compreensão não nos torna coniventes com os abusos, a maldade, a imoralidade. Compreender não é concordar. Mas nos permite corrigir os atos, sem condenar seus perpetradores a rótulos eternos.Ao lado de tudo isso, uma boa notícia, ainda relacionada ao conceito de SOMBRA: Sabe aquelas pessoas que você admira muito mesmo? Aquelas que lhe arrancam suspiros de adoração? Pois é. Debaixo do tapete, há um pouco delas em você também. Aquela mulher atraente, aquele homem bom, aquela velha sábia, aquele líder carismático… Conhecer-se não permite descobrir apenas trevas em si mesmo. Há também muita luz em cada um de nós! Porque somos todos essencialmente semelhantes e, assim como temos potencial para fazer muito mal, temos também, a capacidade de realizar muita coisa boa! Só que às vezes não aceitamos nossa natureza boa, acreditamos que ela não existe, por causa da baixa autoestima. Por isso, fica o convite. Mergulhe em si mesmo. Descubra-se e torne-se um ser consciente. Acredite: o mundo só tem a ganhar com você!
Como este texto de Caroline Secundino Treigher, que resumi e que pode ser lido na íntegra aqui, convido o caro leitor a fazer uma reflexão: Será que não somos iguais ou temos muito de pessoas que criticamos? Conhece duas pessoas que vivem brigando, cada uma falando dos defeitos uma da outra e você conclui que elas talvez sejam semelhantes, e quem fala do defeito do outro não está enxergando o seu mesmo defeito em si? Pense você aí, que vamos pensar aqui.
Akino Maringá, colaborador
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