Com caso Carli Filho, justiça dá carta branca para motoristas matarem

De Rogerio Galindo, no Plural.jor.br:

O caso Carli Filho é desde sempre um retrato do que somos. Uma sociedade violenta. Uma sociedade de classes. Uma sociedade em que alguns podem tudo e outros pagam com a vida por isso.

Agora, o Tribunal de Justiça do Paraná deu o toque que faltava. Inventou uma condenação que não pune. Que deixa livre e solto o homem que matou duas pessoas.
Tente você matar duas pessoas e veja o que acontece. Carli Filho segue andando por Guarapuava. Segue sua vida. As famílias de suas vítimas nunca mais terão o que perderam. Ele? Tem tudo e não perdeu nada.
O pior é o recado que se passa. O pior é imaginar quantos mais motoristas pensarão que agora podem dirigir a 150 km/h, a 160 km/h, a 190 km/h no meio da cidade.
Se Carli Filho pôde andar a essa velocidade e, mesmo matando, não foi preso – o que mais será preciso? Leia mais.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.