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De tornozeleira, Luigino Fiocco aguarda julgamento de extradição

Governador Beto Richa acompanhado pelo, presidente da Avio Internacional, Luigino Fiocco, prefeito de Maringá, Carlos Roberto Pupin, secretário de Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, diretor do BRDE, Nivaldo Assis Pagliari, coordenador de Comércio Exterior e Relações Internacionais da ACP, César Sigliano, diretor da Brick Invest, Nelson Luiz de Oliveira, secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida, diretor-geral da secretaria de Industria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Horácio Montesquio, coordenador de Promoção Industrial e Comercial da SEIM, Maujro Corbelini, representante do Gov. do Paraná em Brasília, Amauri Scudeiro, diretor-presidente do ITCG, Amilcar Cabral e demais autoridades, assina Protocolo de Intenções com a empresa Avio Internacional. Curitiba, 17/07/2013 Foto: Ricardo Almeida / ANPr

Esta semana faz quatro meses que o italiano Luigino Fiocco, 68, o homem da fábrica de helicópteros e aviões que seria instalada em Maringá, está em liberdade provisória, usando tornozeleira eletrônica, enquanto aguarda o julgamento do pedido de extradição feito pelo governo da Itália.

Condenado na Itália a mais de 10 anos de prisão por fraude que deu prejuízo de mais de 200 milhões de euros, Fiocco, de 68 anos, foi descoberto por policiais de elite, os ‘caçadores’ do Catturandi (de ‘capturar’), especializados em caçar mafiosos. Preso em setembro, ele ganhou liberdade por decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do STF, em outubro.
Ele ficou cerca de um mês preso na Papuda, até Lewandoski atender a defesa de Fiocco, e aguardar em liberdade o julgamento do pedido de extradição. Luigino Fiocco é conhecido no Paraná por ter sido apresentado pelo ex-governador Beto Richa, pelo ex-secretário de Indústria e Comércio Ricardo Barros e pelo ex-prefeito Carlos Roberto Pupin como sendo o empresário que investiria milhões em Maringá. O projeto nunca passou da assinatura de protocolo de intenções.
O ministro do STF levou em consideração que Fiocco busca regularizar sua estada no país, tem ocupação e domicílio certos e por isso não estaria furtando-se à aplicação da lei penal, “vinha declarando renda no Brasil e exercendo atividade empresarial há alguns anos, além de ter manifestado o interesse de residir permanentemente no país” e que não apresentava periculosidade.
A concessão da liberdade provisória de Fiocco foi condicionada ao recolhimento domiciliar noturno; entrega de seu passaporte à Polícia Federal; monitoramento por meio da utilização de tornozeleira eletrônica; e compromisso de atender a todo e qualquer chamamento judicial.
Além do governo italiano, vários trabalhadores lesados por Fiocco não gostaram de ver a liberdade provisória concedida. Ele aguarda agora a decisão do tribunal para voltar à Itália. De acordo com a lei italiana, este período será considerado dentro dos dez anos que Fiocco deverá passar preso. Por essa razão, busca-se adiar a decisão do STF o quanto possível. Sem considerar também que Luigino tem muitos amigos no Brasil.
(Foto: Ricardo Almeida/ANPr)

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