Titanic de Bolsonaro encara iceberg chamado apuração das milícias

Por Igor Gielow, na Folha de S. Paulo:

Como já dito aqui algumas vezes sem metáfora, o caso Marielle Franco é a ponta de um iceberg que ameaça cada vez mais o Titanic de Jair Bolsonaro. O presidente não exagerava quando falava em tsunami contra si no horizonte.

Segundo uma alta autoridade do Ministério Público Federal, com acesso parcial ao que está sendo apurado no inquérito que analisa os elos entre a família Bolsonaro e as milícias do Rio, o potencial destrutivo do que vem sendo analisado é enorme.
Isso foi dito por essa pessoa a um político em Brasília sem ligação nem com Bolsonaro, nem com a oposição. Ele se disse “estarrecido” pelas possibilidades que a investigação abre contra a imagem da família imperial, digo, na família presidencial brasileira.
Por que Marielle? Porque a investigação sobre as milícias surge e se sobrepõe à apuração sobre a morte da vereadora, fuzilada com seu motorista no ano passado. O esforço político-policial para melar o trabalho acabou levantando suspeitas federais, que ajudaram a driblar as barreiras locais e estabelecer pontos de ligação relativamente óbvios: é claro que o assassinato teve a ver com milícias. Leia mais.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.