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Plano de arborização terá
audiência pública em agosto

Será realizada em 16 de agosto a audiência pública que discutirá o plano municipal de gestão de arborização urbana. O estudo estabelece um conjunto de métodos, medidas e diretrizes a serem adotadas para o gerenciamento da arborização urbana.

“Na audiência a comunidade poderá participar e dar sugestões. Caso sejam aprovadas segundo critérios técnicos, serão incorporadas à versão final do estudo”, comenta o engenheiro florestal e presidente da comissão de elaboração do plano, Maurício Sampaio. O documento contempla um planejamento de atuação de 20 anos e deverá ser atualizado a cada cinco anos.
Iniciado em maio de 2017, o estudo contou com a participação de engenheiros florestais e civis, biólogos, arquitetos, historiadores, entre outros profissionais. Obteve o censo de 123 mil árvores nas calçadas e canteiros centrais das vias públicas com 132 espécies marcadas por grande presença de sibipiruna, oiti, ipê-roxo, tipuana, alecrim, falsa-murta, aroeira-chorão, grevílea, ipê-branco e pata-de-vaca.
Entre as recomendações do plano está a manutenção de espécies originais em vias com relevância histórica ou cênicas e que em cada via seja restringido o uso de uma única espécie privilegiando sua identidade visual.
Ampliando a participação popular, a comissão abriu consulta popular entre os dias 12 a 29 de abril. Entre as 50 sugestões recebidas, solicitado o plantio de árvores frutíferas no interior de escolas, unidades de saúde e outros espaços públicos, visando a produção de alimento para pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Também foram requeridos cronogramas de implantação do plano, acompanhamento de acadêmicos, campanhas de educação ambiental, além de solicitações de espécies específicas para ruas. Ainda foram sugeridas a intensificação da arborização na cidade para reduzir a temperatura e sensação de calor e a destinação de folhas caídas para transformação em energia limpa.
Moradores defenderam algumas espécies como a sibipiruna, lembrando sua forte presença na cidade, outros, a erradicação de algumas exóticas e também ressaltaram a importância da participação coletiva na criação do plano. (PMM)

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