Ação por improbidade envolve
dois pré-candidatos a prefeito

Dois dos três candidatos a prefeito publicamente apoiados pelo deputado federal Ricardo Barros aguardam decisão, em primeira instância, de uma ação civil pública por improbidade administrativa.

Tramita há 616 dias no juízo da 2ª Vara da Fazenda Pública o processo ajuizado pelo Ministério Público Estadual em relação à contratação, pelo ex-prefeito Carlos Roberto Pupin, da Expoair, empresa de eventos aeronáuticos de São Paulo para a realização da 17ª Expo Aero Brasil – EAB 2014. Os bens de todos os denunciados foram bloqueados no ano passado, entre eles os de Pupin e de três ex-secretários: José Luiz Bovo (Fazenda), Luiz Carlos Manzato (Procuradoria-Geral) e de Valter Viana (Desenvolvimento Econômico). Pupin e Bovo são pré-candidatos a prefeito em 2020 pelo grupo da família Barros.
A Câmara de Maringá chegou a aprovar uma lei que autorizava o repasse de R$ 1,5 milhão para a empresa promotora do evento e estabeleceu que a feira se realizaria por 25 anos. A feira foi realizada somente por três anos (de 2014 a 2016). A ação tem valor estimado de R$ 4.024.632,99. A Sial, que venceu licitação na gestão passada para construção do milionário terminal intermodal e a Viapar, concessionária de pedágio que teve seu nome envolvido numa das etapas da Lava Jato, patrocinaram shows aéreos na última edição do evento.
Aqui, a petição inicial do Ministério Público Estadual.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.