Saber: ouvir, ser acusado e acusar

O presidente Bolsonaro, em que pese o Messias no nome, e se dizer evangélico, parece que não assimilou muito bem os ensinamentos do Mestre de Nazaré, quanto a saber ouvir, absorver acusações e saber como acusar.

Mais uma vez se vê envolvido numa polêmica, ao tentar rebater uma opinião da ex presidente do Chile, se referindo ao pai dela, que teria sido vítima da ditadura Pinochet.
A propósito do título, e para nossa reflexão, vejamos um texto de Joana de Angelis/ Divaldo Franco, do livro Vida Feliz: ‘Ouve com serenidade sempre que a tal sejas convocado. Permite que o outro conclua o pensamento, não antecipando conclusões, certamente incorretas. Nem todos sabem expressar-se com rapidez e clareza. Escuta, portanto, com boa disposição, relevando as colocações e palavras indevidas, assim, buscando entender o que ele te deseja expor. Se te acusa, procura a raiz do mal e extirpa. O diálogo deve sempre transcorrer sem azedume, deixando saldo positivo. Se te esclarece ou ensina, absorve a lição. Se acusa alguém, diminui a intensidade objurgatória com expressões de conforto ao ofendido’.
Fico pensando, pensando: Que alma é Bolsonaro?
Akino Maringá, colaborador

(Foto: Marcos Corrêa/PR)

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.