Na palestra do professor Marcelo Henrique Romano Tragtenberg, diretor de Ações Afirmativas na Universidade Federal de Santa Catarina, sobre cotas raciais, semana passada na UEM, foram apresentados dados.
Hoje a UEM conta com cotas sociais no vestibular; para participar é preciso que o candidato tenha cursado toda a educação básica em escola pública e que a renda bruta mensal da família não ultrapasse 1,5 salário mínimo per capita, dentre outras exigências. Mas os 20% são na verdade 16%, pois 4% acabam indo para o PAS (Processo de Avaliação Seriada). Dos ingressantes pelo PAS, 75% são oriundos de escolas particulares.
A proposta para implantação do sistema de cotas raciais na UEM foi apresentada ao CEP, pelo Coletivo Yalodê-Badá, em setembro de 2018. Agora, com a criação do grupo Professores Pró-Cotas Raciais, em agosto passado, o assunto voltou a ganhar destaque; quem também apoia a causa é o Núcleo de Estudos Interdisciplinares Afrobrasileiros.