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Vereadores tentam constranger seus próprios colegas

Obedecendo ao pré-candidato a prefeito que irão apoiar, três vereadores de Maringá arranjaram um motivo para provocar constrangimento ao secretário de Saúde, Jair Biatto, usando munição que o próprio forneceu.

Como agentes públicos, os vereadores se mostram desconhecedores da máquina administrativa e do próprio noticiário nacional sobre a pandemia. Ao final, parece que querem surfar na pandemia porque são todos pré-candidatos.

Na sexta-feira, o secretário disse que os custos de produtos, como medicamentos, são orientados por diversos fatores, como redução da oferta de matéria-prima e cotação em alta do dólar. Isso gera escassez e custo maior, é o que costuma-se chamar de lei da oferta e da procura.

Nada justifica isso acontecer em tempos de doença, mas infelizmente é o que se vê em alguns municípios e estados. O caso do Rio de Janeiro, ponto fora da curva, é emblemático. Todo eventual superfaturamento merece repúdio e investigação, mas toda ação embasada apenas em fins político-eleitorais também merece ser repreendida.

É o cheiro que sai do pretenso interesse dos vereadores, uma vez que, imitando seu pré-candidato a prefeito, também constrangem seus próprios colegas de Legislativo, ao cobrar apoio a investigação que eles ainda não conhecem, pois ninguém viu (ou leu) qualquer documento a respeito protocolizado na casa. Em ano de eleição acontece de tudo.

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