A sessão ordinária da Câmara Municipal de Maringá (veja vídeo abaixo) foi agitada ao extremo. Dela saiu a CPI da Pandemia, que vai apurar a compra, com e sem licitação, de materiais e equipamentos pela Secretaria Municipal de Saúde. O vereador Flávio Mantovani (Rede) presidirá a CPI.
Também integram a Comissão Parlamentar de Inqérito os vereadores Sidnei Telles (Avante), Mário Verri (PT), Alex Chaves (MDB) e Jamal (PSB). Este último, médico, em princípio não queria integrar a CPI e só aceitou depois de alertado para o Regimento Interno.
Jamal, que não questionou o secretário de Saúde Jair Biatto quando este esteve no Legislativo para ser sabatinado, na semana passada, foi um dos que mais falaram hoje, inclusive atacando seus colegas.
O vereador Mário Verri, que já participou de outras CPIs, disse que houve falta de respeito por parte dos vereadores que fazem oposição, mas que cada um assina e vota da maneira que quiser.
Toda a confusão que se viu durante a sessão foi resumida pelo vereador Belino Bravin: “Acontece que os caras só querem fazer política”, segundo registrou Luiz Fernando Cardoso (aqui).
A fala do secretário a respeito de valores pagos pelo sistema de saúde foi infeliz, na opinião de vários vereadores, o que justificaria a investigação. O secretário negou irregularidades em sua pasta.
O primeiro requerimento de CPI foi feito no final de semana, um minuto antes de o sistema legislativo sair do ar para manutenção. O pedido recebeu quatro assinaturas (Gentil, Jamal, Caiana e Jean Marques), mas estava sem objeto específico, o que é fundamental para a instalação de qualquer Comissão Parlamentar de Inquérito.
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