Apesar de ter reduzido pela metade a expectativa da população em relação ao fechamento de bares – o pessoal aguardava 15 dias, vieram 7 pelo decreto publicado ontem -, alguns proprietários destes estabelecimentos preparam reação judicial e presencial contra a decisão da Prefeitura de Maringá.
Ao menos dois grupos se organizavam ontem à noite nos aplicativos de mensagem para contratar advogado e ingressar hoje com mandado de segurança e tentar reabrir os bares. Tarefa de difícil missão, visto que o recuo das autoridades públicas vê-se por quase todo o Brasil.
Até agora, em Maringá, dá para perceber que o diálogo é o melhor caminho; qualquer coisa fora disso geralmente não tem dado certo.
O Maringá News soube que bares da Abrasel bancariam o trabalho jurídico, enquanto outros custeariam a confecção de banners e faixas – cada uma de 2 metros x 80 cm – para a realização de um protesto na região central da cidade. Estão sendo mobilizados 44 estabelecimentos, que ficarão conhecidos por se posicionarem contra a saúde pública, pois basta uma passada de olhos nos boletins diários da covid-19 para verem que a coisa não é tão simples.
Enquanto a categoria prepara ação e manifestação, esta semana o Hospital Municipal de Maringá, unidade de referência para internamento de pacientes com covid-19, anunciou 80 novos leitos para pessoas com teste positivo de coronavírus cumprirem isolamento (foto).
A adequação será promovida com a adequação da ala da emergência psiquiátrica, espaço que será transformado em uma unidade de hospedagem. Serviço será colocado em prática na próxima semana.
O espaço direcionado aos positivados não é de internamento, apenas de estadia. Serão hospedadas pessoas sem sintomas sintomas graves e que cumpram critérios estabelecidos pela Secretaria de Saúde.
Segundo a prefeitura, trata-se de mais uma ação para mitigar a transmissão do vírus na cidade, uma vez esses positivados não contagiarão outras pessoas se estiverem acompanhados na unidade.
Desde o início da pandemia, os leitos de UTI do HMM foram ampliados de 10 para 25 e 52 leitos de enfermaria foram reestruturados. Outra mudança estratégica na estrutura foi transformar a UPA Zona Sul em uma extensão do HMM. A nova adequação vai disponibilizar outros 80 leitos de estadia para isolar positivados.
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