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Iniciativa de Barros pode ter gerado ‘efeito contrário’

Não bastasse a delação de diretores da Galvão Engenharia, que declararam ter pago mais de R$ 5 milhões em propina ao atual líder do governo Bolsonaro na Câmara Federal, o maringaense Ricardo Barros tem sido apontado como o responsável pelo “efeito contrário” o tentar acalmar o mercado financeiro. A informação é de Luís Eduardo Leal e Simone Cavalcanti, do Broadcast Político do Estadão.

Diz o texto: “Se o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), tinha como objetivo apaziguar o mercado financeiro ao tentar nesta tarde explicar a intenção do governo de financiar o Renda Cidadã com precatórios e Fundeb, a emenda pode ter saído pior do que o soneto. Nesta tarde, por meio de uma plataforma, Barros foi ao mercado explicar a versão do governo – reunindo grandes instituições, como Itaú e XP, além de gestoras de recursos.

“Ele disse que era isso ou nada, e tratou a situação com naturalidade, como se não houvesse pedalada. Diante da reação negativa do mercado, não deu qualquer indicação de que o governo pode voltar atrás. A impressão que ficou é a de que o governo vai esticar a corda”, observa um participante do encontro.

Não deu outra, os ativos reagiram negativamente na contramão de um dia muito positivo no exterior: o dólar testou máximas em quatro meses, chegando a bater em R$ 5,67 e obrigando o Banco Central a vender moeda, a curva de juros teve forte inclinação, com alta das taxas longas, e a Bolsa cedeu para a casa de 94 mil pontos em queda de mais de 2%.

Um motivo de estranhamento foi a ausência de integrantes da área econômica. “Para o Guedes, não há como minimizar o desgaste pessoal: ou ele concordou ainda que parcialmente com o que estão querendo fazer ou passaram por cima. Em ambos os casos, fica muito ruim para quem é o bastião da Economia, o fiador”, acrescenta a fonte. Leia mais.

(Foro: Energepic)

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