Apesar da legislação, igrejas viram palanque eleitoral

De acordo com a legislação eleitoral, púlpitos não podem ser usados como palanques. Espaços como igrejas e templos religiosos são classificados como bens de uso comum, assim como cinemas, ginásios e estádios e não podem ser utilizados para campanha eleitoral. Apesar disso, candidatos têm falado em cultos e até utilizado igrejas para realizar reuniões de campanha.

Recentemente a tese do abuso de poder religioso foi rejeitada pela maioria dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral, mas a propaganda irregular continua sendo enquadrada como abuso de poder econômico ou políticos. Os que infringem a legislação podem ser multados em até R$ 8 mil.

No sábado a dependência da Igreja Bola de Neve Maringá (foto), na praça Vitor Rodrigues Martins (Jardim Paris), foi usada para uma reunião de campanha eleitoral. “Conversa olho no olho sobre os desafios e soluções para Maringá”, escreveu nas redes sociais o candidato a prefeito que participou da reunião, junto com o candidato a vice. A igreja foi contatada e perguntada se iria abrir espaço semelhante para os demais 12 candidatos a prefeito. Até agora a Igreja Bola de Neve não respondeu ao questionamento.

Já na Igreja Assembleia de Deus do Belém, no Jardim Tarumã, um candidato a vereador e um candidato a prefeito participaram de um culto em ação de graças ao Dia das Crianças. “Pude falar sobre projetos que iremos defender no Legislativo. Tivemos uma ótima receptividade e boas conversas”, escreveu o candidato a vereador. Ambos usaram a palavra durante o culto.