Ex-petista disputa com apoio de aliados de Bolsonaro

Somente a campanha eleitoral para proporcionar cenas jamais imaginadas. Vejam o caso de Santo Inácio, microrregião de Maringá, onde a médica Geny Violatto (esq.) disputa a prefeitura com o apoio do antipetista Sargento Fahur. Geny, alinhada à esquerda, foi uma das fundadoras do PT na cidade, permanecendo de 2001 a 2007 na sigla, até mudar-se para o PDT (2007-2019) e, finalmente, no ano passado, para PV. Os três partidos têm em comum o fato de terem pedido o impeachment do presidente Jair Bolsonaro, a quem Fahur tanto defende.

O discurso da candidata é contra a corrupção, mas seu partido está coligado com o PP, tido como o partido mais corrupto do país, mais envolvido com mensalão e petrolão que o PT. Na semana passada ela recebeu o deputado federal Ricardo Barros (PP), recentemente alvo da Lava Jato, acusado de receber mais de R$ 5 milhões de propina da Galvão Engenharia, para um discurso de campanha, onde, para não perder o costume, ele prometeu a construção de casa própria se a ex-petista vencer a eleição (abaixo). Em abril, início da chamada pré-campanha, ela já era citada em programas de rádio como a “mulher de branco” que veio para mudar.

Para encerrar, na semana passada Dra. Geny divulgou nas redes sociais uma pesquisa que, apesar de registrada na Justiça Eleitoral, foi realizada por uma empresa que, de acordo com a Receita Federal, não tem entre suas atividades a autorização legal para a realização de pesquisas eleitorais, a Patrícia da Silva Vilas Boas 02702852963, criada em janeiro em Maringá, cujo nome fantasia é Épico Pesquisas e Publicidades. “Pesquisas” da Épico, circularam em grupos de WhatsApp – irregularmente, já que, sem registro, não poderiam ser divulgadas.