A sabatina na Pan com a Coronel Audilene, do PP
Na sabatina de hoje no Pan News a candidata a prefeita pelo PP, Coronel Audilene, respondeu sobre a mudança em seu plano de governo, que agora inclui um auxílio emergencial de R$ 300 para 100 mil maringaenses, em janeiro, e outros R$ 1,2 mil para mães cuidarem de seus filhos. Para muitos, soa como compra de votos, pois condiciona o voto ao repasse de dinheiro. Só não conseguiu explicar como fará isso, disse apenas que seu jurídico garantiu ser possível.
Ela deveria pedir uma segunda opinião, pois corre o risco de estrear na política criando a proposta-anedota e acabar com o que resta de PP na cidade. O grande líder do partido foi alvo de busca e apreensão pelo Gaeco, em setembro, decorrente de delação premiada de dois diretores da Galvão Engenharia, segundo os quais Ricardo Barros teria recebido propina de mais de R$ 5 milhões. Na semana passada, o Tribunal de Contas multou o ex-prefeito Silvio Barros II por aditamento indevido em contrato.
Pelo que falou, elegendo-se prefeita, em janeiro enviaria um projeto de lei para o Legislativo criando um mês de auxílio emergencial aos já cadastrados. Como o orçamento de 2021 não prevê recursos para essa gentileza que deveria caber ao governo federal, o projeto teria que apontar de onde sairia a grana para tal – mas ela não existe. Não há margem de manobra, sem chances de sair do papel, nem que o finado especialista Paulicchi estivesse vivo.
Além da afronta à lei, uma outra proposta segue o mesmo caminho. Audilene afirmou que as novas promessas, com, alto teor eleitoreiro, teriam saído de sua cabeça, como a que passa à mãe o dinheiro da vaga na creche que a prefeitura faz. Sem contar a questão da falta de concorrência pública, há algo mais forte que torna impossível que seja cumprida: o dinheiro teria que sair da Secretaria de Assistência Social e Cidadania, nunca, jamais, do orçamento da área de educação. A atual administração,, a título de ilustração, chegou a pensar nisso, mas o custo proibitivo impediu. Afinal, como o dinheiro não pode sair da educação, teria que ser retirado de outras secretarias, algo em torno de R$ 40 milhões por ano. Ou seja, a administração acabaria sem ter começado. Confira a sabatina:
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