O esvaziamento do movimento Mais Mulheres no Poder e do Fórum Maringaense de Mulheres passou a se acelerar com a revelação de que, na última reunião ordinária (virtual) do Conselho Municipal da Mulher de Maringá, o órgão ‘expulsou’ o delegado Rodolfo Vieira Nanes, titular da Delegacia da Mulher de Maringá.
Ele, que como ocupante do cargo tem cadeira no CMMM, foi convidado a se retirar da videoconferência pela primeira secretária do conselho, Margot Jung. Ex-candidata a vereadora, Jung foi convidada a falar durante sessão da Câmara Municipal de Maringá, a convite da vereadora Ana Lucia Rodrigues (PDT), uma das idealizadoras do MMNP, criado em 2020 e que ajudou a elegê-la.
Claudia Bocchi, que era vice-presidente do Fórum Maringaense de Mulheres, formalizou seu desligamento do cargo nesta quarta-feira. O FMM é presidido por Valquíria Francisco. No ofício encaminhado à ONG, ela manifesta o interesse no desligamento da função de vice-presidente or motivos de ordem particular. “Agradeço a todo colegiado, a confiança e o carinho que me acolheram. Obrigada por todo esse tempo caminhando juntas, aguerridas na árdua luta em defesa das mulheres”, escreveu no documento.
Também foram verificadas defecções no movimento Mais Mulheres no Poder, que por 33 votos emplacou a pepista Terezinha Beraldo, ligada ao deputado federal Ricardo Barros, como secretária de Políticas Públicas para Mulheres de Maringá. Regina Daefiol e Silvia Calciolari deixaram o grupo, insatisfeitas com a condução do movimento. “No mundo real da política sobrevivem apenas as pessoas que são capazes de dialogar com os que pensam diferente para buscar um consenso”, justificou Calciolari, que destacou que o movimento está perdendo um momento precioso para ampliar o diálogo entre diversos e sente que o MMNP “não é mais o fórum que me representa”. Daefiol abordou questão de ideologia de gênero e lamentou “a dificuldade que algumas pessoas têm de entender que a política deve ser feita com respeito às diferenças e, principalmente, às regras”, entendendo que “este espaço venha sendo desperdiçado, quando poderia ser usado para construir o caminho para atingir os objetivos do movimento, que é ampliar a presença das mulheres nos espaços de poder”.
A saída das duas foi compreendida e apoiada por outras integrantes, que preferiram não se manifestar. Elas apontam a falrta de transparência e a direção fisiológica das entidades. “Democracia e representatividade lá é conversa pra boi dormir”, disse uma delas.