Ricardo Barros volta a negar indicação de Roberto Dias e Regina Célia para cargos no Ministério da Saúde

O deputado federal Ricardo Barros (PP), através de sua assessoria, voltou a negar que tenha indicado RobertoFerreira Dias para o cargo de diretor de Logística do Ministério da Saúde. Conforme já publicado aqui, por mais de uma vez. O líder do governo na Câmara Federal também nega ter indicado a servidora Regina Célia para o cargo no Ministério da Saúde.

O posicionamento foi enviado através de nota em notificação extrajudicial por sua assessoria. Confira a nota na íntegra:

“A indicação do servidor Roberto Ferreira Dias para o cargo de diretor de logística do Ministério da Saúde foi feita pelo ex-Deputado Abelardo Lupion ao ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, no início de 2019. A informação foi confirmada por ambos e publicada em diversos veículos.

Mesmo com essa confirmação, por parte de Mandetta e de Lupion, e a negativa repetida de Ricardo Barros, veículos continuam a divulgar que a indicação partiu de Barros.

O Ministro nega, ainda, ter qualquer participação nas negociações para a compra das vacinas, o que seria incompatível com as suas atribuições e conduta ética adotada em todos esses anos de atuação política exemplar.

A leviana tentativa de ligação do seu nome ao caso é nítida manobra política, que não tem embasamento em nenhum elemento ou depoimento prestado na CPI.

Espera que logo possa prestar esclarecimentos na CPI, já tendo reivindicado o seu direito ao contraditório no STF, direito esse que lhe foi infundadamente suspenso.

Por fim, ressalta-se que a desinformação proposital cria uma falsa narrativa que impacta na honra do parlamentar e confunde a opinião pública, além de dificultar a apuração correta dos fatos.

b) sobre a declaração de que o Notificante teria indicado Regina Célia da Silva Oliveira para o cargo no Ministério da Saúde:

Não foi Ricardo Barros quem indicou a servidora Regina Célia para o cargo no Ministério da Saúde, como ela mesma confirmou em depoimento na CPI da Pandemia.

Deve ser observado que ela é uma servidora concursada desde 1995, não podendo haver escolha ou não de sua participação na rotina do Ministério da Saúde. Ocupou mais de 5 cargos de livre nomeação em 4 gestões presidenciais anteriores ou ao longo do período de seis ministros da Saúde ao longo de sua carreira.”