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Rouba, mas faz

“Rouba, mas faz” é um bordão político brasileiro que se refere ao governante que, embora sendo corrupto (e reconhecido pela opinião pública como tal), também é visto como um bom feitor, alguém que ajudou a população. A expressão foi cunhada por Paulo Junqueira Duarte em depreciação ao seu adversário político e ex-governador de São Paulo Ademar de Barros, cujos cabos eleitorais respondiam às acusações de corrupção reiterando suas obras, tendo ele a usado informalmente. Com o tempo outros políticos receberam o estigma, como o ex-governador Paulo Maluf e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Assistindo aos debates da edição do Pan News, hoje, Luiz Neto lembrou da expressão ao comentar a fala de Agnaldo Vieira, de que muitos empresários ganharam muito dinheiro, nos governos do Lula. Aqui no Maringá, como diria o nissei, temos casos de, não raro, ouvir de pessoas até esclarecidas: ‘ Pode falar o que quiserem, mas ele traz muitos recursos para Maringá’.

Só para dirimir dúvidas, o famoso político paulista, que deu origem à expressão tinha como sobrenome ‘de Barros’, não confundir com outros. Grande Ademar! Não era santo, nem tinha pés de barro. Foi candidato à presidência da república em 1960, salvo engano, perdendo para Jânio Quadros, numa eleição onde foi eleito como vice João Goulart, numa época em que vices eram votados à parte, e Goulart não era o candidato do presidente eleito.

PS: Político que rouba ou deixa roubar, ainda que faça muito, é ladrão que poderia fazer muito mais se não o fosse, seja de direita ou de esquerda, e eleitor que nele vota é no mínimo cúmplice.

(Foto: Vem pra Rua Brasil)

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