Aconteceu nesta noite na Câmara de Maringá a audiência pública para a criação da Zona de Proteção Ambiental Passível de Edificação, para definir uma política para os fundos de vale. A legislação atual indica, como fundo de vale, áreas não edificáveis localizadas entre um curso de água e uma via paisagística. O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Maringá (Ipplam) realizou em 2019 um levantamento inédito que mapeou 1.320 lotes, numa área total de 11,150 milhões m².
O ambientalista Jorge Villalobos destaca a importância do acompanhamento especial na defesa do meio ambiente ecologicamente equilibrado, “principalmente sabendo que os fundos de vale são habitats de centenas de outras aves e animais silvestres, que desde 2011 conseguem sobreviver nessas áreas, que agora novamente retornam ao debate, mas que com o projeto de lei se constata o retrocesso ambiental. As áreas de fundos de vale são dispositivos urbanos dos mais relevantes que caracterizam o espaço urbano da cidade de Maringá. Fazer justiça não se pode confundir com construir em áreas frágeis por donde escoam as águas urbanas e estão as últimas florestas remanescente da floresta de mata atlântica que aportam diversidade genética e ainda o controle de umidade de cada dia”.
(Foto: Jorge Villalobos)