Sejamos os mesmos, no privado e em público

O vazamento do áudio, com falas horrorosas do deputado Arthur do Val (foto), o Mamãe Falei, nos faz refletir sobre a falsidade humana, e quanto demonstramos o que não somos, muitas vezes. Em público , nas redes sociais, demonstrou alguém muito preocupado como o povo Ucraniano, e no privado, revelou os instintos bestiais humanos que as taras sexuais deixam muitas vezes reprimidas. 

Os seres humanos encarnados (os vivos),  se estão nesta condição, só podem estar em provas , expiações e muitos poucos em missão. Todos somos  alunos que na escala de progresso da vida eterna, ainda não alcançamos a formação. Talvez só Jesus tenha sido um Ser Humano que habitou a Terra, e que já  estava com ‘formação completa’. 

Nós ,os demais, estamos em formação e precisamos vencer os vícios de cada um, defeitos, falhas de caráter e a melhor forma de alcançarmos sucesso mais rapidamente e procurarmos ser no privado o que somos em público. Falarmos sobre os outros, nas ausências, só os que falaríamos  ‘na cara’. Como chamar Sergio Moro de juiz ladrão, traidor e outras ofensas que comentaristas falam na ausência, mas felizmente não falaram na cara. Por que falar ? 

Estou longe da perfeição, mas já consigo evitar palavrões, palavras chulas, que não falaria em público também no privado.  Vejam que muitas expressões têm o cunho sexual e vemos até mulheres a usando. O pior é quando autoridade como um presidente da república as emprega numa reunião ministerial como o uso do verbo chulo f* der, que tem uma conotação de estupro, e muitos usam com suas derivações como o f*da, que pode ser bom ou mau.  Pensemos nisso, caros leitores, evitemos o uso dessa expressões e outras que denominam órgãos sexuais  tanto masculino como feminino começando pelas letras c e b respectivamente.  

É, caros irmãos de jornada. A vida é eterna e as existências como a que estamos vivendo são grandes oportunidades de melhorarmos. A regra é clara, diria Arnaldo. Não basta não fazer para os outros que não gostaríamos que não fizessem conosco. É preciso fazer para  os outros tudo que gostaríamos  que fizessem para nós. Você tem mãe, irmã, esposa, filha? Trate as mulheres como gostaria que as tratassem.  O caso Arthur do Val é só um dos muitos assédios, diretos e indiretos, que homens praticam contra mulheres (há caso de mulheres contra homens, em número muito menor), nas empresas, nas escolas, até universidades. Dominemos nossos instintos primitivos, recorramos a ajuda psicológica se for o caso. 

Sejamos o mais transparentes possível.  Não percamos totalmente a oportunidade da atual encarnação. Na medida do possível não  enviemos mensagens que , se vazadas, nos compliquem a vida e até acabe com carreiras como possivelmente acabará com a política do ‘mamaefalei’.  Será que ele falaria aquilo para a mãe dele?  Este é um bom termômetro; Será que andamos fazendo coisas que não falaríamos para a mãe?  Não usemos palavras que nossas genitoras não possam ouvir.

(Foto: Alesp)