Bolsonaro usa o medo que tem de ser preso como arma de campanha
Por Ricardo Noblat, no site Metrópoles:
Como poucos, Bolsonaro usa, e sabe usar, o medo como arma afiada contra seus adversários. Foi assim das sete vezes em que se elegeu deputado federal, da vez que se elegeu presidente da República, e novamente agora quando é candidato à reeleição.
Não se passa um dia sem que ele diga em campanha que Lula é ladrão, que deveria estar preso, e que irá desgraçar o país se caso se eleja. Disse a Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, que os interesses americanos serão melhor defendidos por ele.
Enrola-se na bandeira do bem e diz que o mal está às portas para derrotá-lo. E que se a esquerda, barrada por ele em 2018, voltar ao poder daqui a três meses, não mais sairá. Não importa que ela na história da República só tenha governado por poucos anos.
A alternância no poder é um dogma da democracia. Os partidos Democrata e Republicano se alternam no poder nos Estados Unidos, socialistas e conservadores na França, conservadores e trabalhistas no Reino Unido, mas aqui não deveria.
Sem alternância não há democracia, ele sabe. Mas, e daí? Quem disse que ele é um democrata? Defende a tortura e a ditadura, lamenta que a ditadura tenha matado pouco, e seu ídolo é o único militar condenado por tortura de presos políticos. Leia mais.
Foto: Agência Brasil
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