Solenidade abre 14º Conjuri
Começou ontem à noite a 14ª edição do Conjuri, considerado um dos maiores congressos jurídicos do Brasil, realizado pela OAB Maringá. Com mais de 1.600 estudantes, professores e advogados inscritos, o evento prossegue até amanhã no Centro de Eventos Lebloc e também na sede da subseção.
Foi o primeiro grande encontro presencial após dois anos de pandemia e houve homenagem a três advogados falecidos: Erick Mardegan, Leonardo Serra de Almeida Pacheco e Carlos Alexandre. A abertura solene também foi marcada por uma apresentação do Coral da CAA/OAB Maringá. “Após dois anos de pandemia, o Conjuri supera nossas expectativas com a presença de tantos acadêmicos aqui presentes. Vocês estão de parabéns”, disse o presidente da subseção, Eder Fabrilo Rosa.
O papel da OAB – A palestra magna de abertura foi proferida pela presidente da OAB Paraná, Marilena Winter, que destacou a tradição jurídica do Conjuri no Paraná. Marilena aproveitou a oportunidade para falar sobre a OAB e sua função primordial na regulamentação da profissão e como um dos pilares do Estado Democrático de Direito.
A presidente da OAB Paraná mencionou ser uma feliz coincidência o Conjuri acontecer exatamente na Semana do Advogado em Maringá, a data mais importante para a advocacia (11 de agosto, dia da criação dos primeiros cursos jurídicos no país, em 1827) e atualmente, quando a OAB se volta à defesa da democracia.
Marilena lembrou que no Dia do Advogado, instituições como a Universidade Federal do Paraná e a Universidade de São Paulo serão palcos de atos pela democracia e que esta bandeira fará parte também das comemorações do dia do advogado na OAB Paraná.
A presidente da Seccional relembrou a história da advocacia, da OAB Nacional, que completou 92 anos de implantação, e do conselho seccional do Paraná. “Muito importante o papel que a OAB exerceu ao longo da história e no atual momento que vivemos. Nunca deixou de se manifestar pelas liberdades, justiça e cidadania”, disse.
“No Paraná nos orgulhamos da grande conferência nacional da advocacia, realizada em 1978, em Curitiba, um importante ato contra o AI-5 e pelo fim do regime militar”, frisou. Marilena leu trecho da carta à nação, retirada naquela conferência. “É importante relembrarmos, pois hoje estamos vivendo um processo muito intenso no que diz respeito à defesa do estado democrático de direito. E o advogado é a voz daqueles que não têm voz.”
Para encerrar, a presidente da seccional paranaense da OAB falou sobre os desafios da profissão no cenário atual, dominado pela tecnologia. “Novas tecnologias desafiam nossa profissão. Quando falamos em futuro da advocacia, inevitável não citarmos os avanços, as inovações, mas devemos ter em mente os valores da advocacia, sendo a ética e a justiça”, ponderou.
Entre os presentes estavam ainda os conselheiros estaduais Marcelo Tavares, Raquel Rossatto, Fúlvio Stadler, os conselheiros locais Vinícius Mingatti, Rafael Yamao, Raphael Martins, Maria Augusta Takeuti, Claudia Regina Voroniuki, a vice-presidente da Caixa de Assistência Kelly Cristina de Souza, a delegada da CAA, Juliana Linschoten, e Alaércio Cardoso, coordenador de Direito da UEM. (C/ OAB Paraná)
Fotos: OAB
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