Projeto deixa representatividade menor

Emendas impositivas travariam discussão sobre a volta das 21 cadeiras na Câmara

A iniciativa de seis vereadores de criar as chamadas emendas impositivas esconderia, no fundo, um outro objetivo. Ao tornar obrigatórios repasses anuais consideráveis para que cada vereador possa atender os interesses de suas bases, impedir-se-ia ao mesmo tempo a continuidade da discussão em torno do aumento do número de legisladores – que hoje é defendido por boa parcela deles e da população.

Como se sabe, de 1956 a 2004 a Câmara de Maringá teve 21 cadeiras, até que um movimento liderado pela Acim fez o pessoal reduzir para 15 – reduzindo-se, também, os segmentos a serem representados no Legislativo, já que não houve reflexo no repasse de recursos orçamentários. Caso o projeto passe, a matemática é simples: com 15 vereadores haveria mais resistência ao aumento do número de cadeiras, sem contar que o dinheiro não teria que ser dividido com mais 6.