Não vivemos um momento de total relaxamento dos poderes constituídos. Ao exercício legislativo regimental, dentro da casa de leis, infelizmente, parece não caber mais romantismos de uma Câmara sem grades, nem detector de metais ou registro de quem entra em quem sai.
As mais significativas casas de leis do Brasil tem algum tipo de controle de quem acessa suas dependências, por óbvio. Se não parece tão óbvio, só olhar o fenômeno dos atiradores em escolas, ambientes que, inclusive, adotam certo controle de quem pode ou não entrar.
Hoje mesmo o homem que, raivoso e uniformizado com camisa da Acim, invadiu o plenário e fez interromper a sessão de 8 de dezembro da Câmara de Maringá, circulava livremente pelos corredores de lá.
A presença do arruaceiro gerou um temor geral em servidores, assessores e parlamentares. E se o tal estivesse armado e com má intenção? E se não tivesse apenas ido naquele gabinete em que esteve para, junto com equipe e parlamentar que visitou, gargalhar para que todos pudessem ouvir, fazendo saber que ele pode tudo.
Sem nenhum tipo de controle, considerando a proliferação de armas e a fúria que vimos nas últimas sessões, a Câmara não inspira segurança para parlamentares, equipe e para os cidadãos que a frequentam.