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Lucro em estrutura pública

Uma grande feira se instalou no local, com direito a venda de uma infinidade de produtos

Futebol é um negócio. Não se discute. Mas o gestor público precisa mediar situações como as ocorridas ontem no estádio, no jogo entre Maringá e Rio Branco, até por que a estrutura é pública.

Uma grande feira se instalou no local, com direito a venda de uma infinidade de produtos: dos tradicionais amendoim, pipoca e espetinhos aos insuspeitos frango frito e pastel. Tinha de tudo para a torcida, incensada pela fumaça de churrasqueiras e cheiro de fritura. Importante: isso dentro do estádio.

Fora a confusão foi muito maior, com ambulantes vendendo de tudo, inclusive uísque importados de diversas marcas em tablados com iluminação em LED que se alternavam em cores diferentes.

No estacionamento (público), covardia e extorsão. Metidos em coletes reflexivos e posicionados em todas as entradas, cobravam R$ 10 pela vaga, com direito a comprovante de pagamento, um mísero rascunho carimbado ‘pago’. Resistência a extorsão gerava confusão – e risco! As cenas vão se repetir no próximo jogo e assim de forma sucessiva.

Ficam as perguntas: a autorização para funcionamento dessas estruturas num ambiente público é dada por quem? Quanto se paga? Quem recebe? Quem fiscaliza (qualidade dos produtos, por exemplo)? O uso de fogões industriais e churrasqueiras não implica em atendimento de requisitos específicos? Em tempo: a iluminação do estádio está lastimável.

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