O site do PSTU nacional repercutiu a concorrência do lixo, realizada na segunda-feira, em Maringá. A empresa vencedora do certame milionário, a Serrana Engenharia, está no centro de uma investigação sobre um grande esquema de corrupção em Santa Catarina, que já culminou com a prisão de seis prefeitos e o cumprimento de mais de 100 mandados de busca e apreensão.
A reportagem lembra o que foi publicado aqui: a empresa, que tem sede em Joinville (SC), é investigada na Operação Mensageiro deflagrada em dezembro último pelo Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e o Grupo Especial Anticorrupção do Ministério Público de Santa Catarina. A Serrana foi a única a participar da licitação, depois de a a prefeitura ter sido questionada pelo Observatório Social de Maringá, que apontou restrições à participação de outras empresas.
“No sistema capitalista uma coisa é certa: privatizações e terceirizações rimam com corrupção. Com a desculpa de modernização ou “melhora” dos serviços, os governos mostram o Estado como um verdadeiro balcão de negócios para a burguesia apanhar recursos públicos. Rima com corrupção, pois é um verdadeiro “toma lá, dá cá” com o dinheiro de nossos impostos”, diz trecho da
A Serrana, que no ano passado comprou o aterro sanitário da Pedreira Ingá, prestará os serviços de recebimento e destinação final de resíduos sólidos urbanos domiciliares e dos resíduos volumosos gerados no município. O valor máximo da concorrência era de R$ 18.844.080,00 e a Serrana venceu após ser habilitada com proposta de R$ 14.649.000,00 para o lote I e R$ 3.786.000,00 (lote II), somando R$ 18.450.900,00.