A juíza substituta da 6° Vara Civel de Maringá Daniela Palazzo Chedi Bedin, decretou no último dia 22 a falência da tradicional empresa Curtume Central. Uma das empresas mais conhecidas de Maringá, seguia em regime de concordata preventiva, anterior a lei da Recuperação Judicial, desde 1997.
Na sentença a juíza não determinou a lacração da empresa por entender que não há demonstração de risco na execução de arrecadação ou que haveria prejuízo aos bens e interesses dos credores.
A diretoria da empresa informou que desde 2013, com o falecimento do sócio proprietário Amorim Pedrosa Moleirinho, vem fazendo saneamentos dos débitos tributários federais, estaduais e municipais. Que aderiu a transação especial oferecida pela Receita Federal em maio de 2022, que não há débitos trabalhistas desde 2020, seguindo fielmente a determinação do Ministério Público do Trabalho e que vem aguardando Refis para quitar os débitos municipais. Em fase de recurso a empresa pretende apresentar suas contra argumentações.
Fundado em 6 de junho de 1978, quando Maringá era um grande polo de abate de bovinos, a indústria chegou a produzir 25 toneladas wet-blue (produto resultado do curtimento ao cromo do couro bovino salgado ou verde) e 1.000 metros quadrados de semiacabados (crust). Com as mudanças do setor coureiro a empresa vem desde 2003 trabalhando em regime de prestação de serviço.
A empresa também prestava mão de obra para a empresa Gelita do Brasil, sendo a única a fazer o pré-preparo para gelatina kosher, da comunidade judaica. Com entrada dos materiais sintéticos vindos da China e seu baixo valor, em concorrência com o couro brasileiro a empresa está em fase de reorganização para continuidade das atividades.
Foto: IBGE