E a água levou…

A novela da pista de caminhada emborrachada no entorno do Parque do Ingá ganhou um novo capítulo. Após pouco mais de um ano do primeiro evento, quando uma enxurrada arrancou parte da pista, agora o fato se repetiu novamente. Mais um pedaço de borracha se soltou e foi deslocado pela força das águas. Não obstante o considerável volume de chuva registrado em curto espaço de tempo, a população inevitavelmente espera por respostas. De preferência, que sejam convincentes e elucidativas, caso contrário o contribuinte imaginará que os tributos, pagos com o suor do trabalho, foram empregados de forma inadequada.
Por mais que as autoridades responsáveis eventualmente busquem justificativas, é evidente que algo foi subestimado nesse projeto. Não é crível para o cidadão leigo, que um investimento de milhões de reais seja construído sem a resistência mínima para permanecer intacto às intempéries, pelo menos em sua vida útil. Em uma simplória análise, se a base for sólida e consistente, se o material apresentar a qualidade e a especificidade necessárias para aquele tipo de utilização e se a instalação seguir as normas estabelecidas, qual seria a causa do prejuízo financeiro impingido aos pagadores de impostos maringaenses?
Obviamente existem os responsáveis que fiscalizaram os trabalhos de instalação e entrega da obra. Profissionais competentes, que deram o aval garantindo o resultado final e que agora haveriam de vir a público detalhar os motivos pelos quais os recursos públicos foram levados pela água. Mas o cidadão de bem, cumpridor de suas obrigações já sabe de antemão, quem pagará a conta. Mais uma vez.
(*) José Luiz Boromelo, escritor e cronista em Marialva/PR
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