A juíza Letícia Lilian Kirschnick Seyr, da Vara da Fazenda Pública de Jandaia do Sul, determinou, em caráter liminar, novo afastamento do prefeito Lauro Junior (União Brasil), por 90 dias. Ele é acusado de supostas irregularidades na contratação de empresa de arquitetura e engenharia de São Paulo para a reforma e ampliação de uma escola. A informação é do TN Online.
Letícia Lilian Kirschnick Seyr entendeu que ele continua agindo para esconder provas de supostos delitos e também determinou a proibição do acesso do prefeito às dependências da prefeitura a uma distância de 100 metros, sob pena de multa de R$ 50 mil por acesso indevido. O mandado de intimação foi publicado ontem.
Este é o segundo afastamento de Lauro Junior em pouco mais de um mês. O primeiro ocorreu em 14 de março e incluiu, na oportunidade, diretores de Planejamento e Administrativo, do secretário de Governo e da coordenadora de Projetos do município. A medida foi determinada na época por supostas irregularidades na contratação de empresa especializada em execução de projetos, denunciadas em ação civil pública proposta pelo Observatório Social do Brasil Jandaia do Sul e ajuizada pelo Ministério Público do Paraná. O contrato foi suspenso pela Justiça.
No dia 22 eles voltaram aos cargos, após o desembargador Carlos Mansur Arida, do Tribunal de Justiça do Paraná, aceitar recurso proposto pelos agentes públicos. Para a juíza, no entanto, “o panorama fatídico inicial foi substancialmente alterado, havendo novos e veementes indícios da continuidade da prática de atos ilícitos por parte do administrador municipal e demais réus tendentes a prejudicar a instrução processual, o que certamente não deve ser admitido”. A magistrada também manteve a indisponibilidade de bens do prefeito e dos demais citados na ação cautelar anterior.
O prefeito, que nega as acusações, também é alvo de uma comissão especial de investigação da Câmara, que vai avaliar a suspeita de irregularidade na contratação da empresa de engenharia e outras denúncias. Ao fim dos trabalhos, um pedido de cassação pode ser analisado em plenário caso as acusações sejam confirmadas pelos vereadores, acrescentou o TN.