Combate à homofobia: sem eventos

Hoje é o Dia Maringaense de Combate à Homofobia, criado pela lei municipal 8615/2010, apresentado pelo vereador Dr. Manoel Sobrinho – então filiado ao PCdoB – e subscrito por outros 7 parlamentares.

A demanda pela apresentação do projeto foi feita pela recém fundada AMLGBT, que em seguida realizaria a primeira Parada LGBT de Maringá, inclusive com repercussão nacional devido ao cartaz de divulgação do evento, obra da artista local Elisa Riemer, que trazia a Catedral Nossa Senhora da Glória cumprindo o papel de um prisma, transformando a luz numa explosão de cores, em referência a capa de um disco do Pink Floyd.

Após 13 anos de aprovação da lei, no ano da realização da 10ª edição da Parada LGBT, ainda não se vê empenho para o cumprimento do artigo 2 da lei que cria a efeméride: “O Chefe do Poder Executivo promoverá eventos alusivos ao Dia Municipal de Combate à Homofobia, inclusive com a divulgação da data nos meios de comunicação local”.

A administração, que tenta fazer da cidade um modelo de inovação, não consegue fazer o básico. E lembrando que as principais autoridades executivas locais não prestigiaram presencialmente, até onde se sabe, nenhuma das prestigiosas, alegres e familiares paradas LGBT. A contemporaneidade ficou no papel.

Montagem s/ fotos de Alexander Grey e PMM